a torre no alto da montanha parece ter vida
sentinela que a si mesmo se guarda
há algo de humano nos metais (incerto brilho)
a superfície térmica, feito pele
olhos de espelho a refletir o sol
(relâmpagos)
a imobilidade que aprisiona
o sonho de ter asas, quando o pássaro pousa
leve feito pluma
a ilusão do aconchego
quando um ninho se faz
entre as hastes frias
a precária condição de saber-se ao relento
nos temporais
a solidão que nos irmana
nas noites longas. homem, ave, peixe - terra
(e seus mil tons). pedra - vertigem de ser
efêmero. e o vento ...o vento